SP conquista Selo Intermediário Amigo do Idoso

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SP Amigo do Idoso
aula de natação Conjunto Desportivo Baby Barioni 23/10/2008

Com passos lentos, o tema do envelhecimento e da longevidade aos poucos ganha destaque e se integra ao discurso de governantes e representantes da sociedade. Embora muitas ações ainda fiquem no papel, há que se destacar o empenho de órgãos como a Coordenadoria de Políticas para Pessoa Idosa, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, que resultaram na conquista recente do Selo Intermediário São Paulo Amigo do Idoso, conferido pelo governo do Estado há apenas 14 cidades além da capital.

Um ponto fundamental neste processo é o Grande Conselho Municipal do Idoso, ativo e atuante com 45 representantes do poder público e da sociedade das cinco macrorregiões de São Paulo: Sul, Norte, Leste, Oeste e Centro. São 30 titulares e 15 suplentes.  A presidente atual é Marly Feitosa, com mandato até agosto deste ano. Na Conferência Estadual do Idoso, realizada em novembro, São Paulo contou com a maior delegação.

São Paulo conta ainda, por exemplo, com o Fundo Municipal do Idoso, criado em 2012, que tem como objetivo financiar projetos para a população idosa na cidade. O primeiro edital foi lançado em outubro do ano passado. O Fundo é um dos requisitos para a conquista do Selo Pleno, que por enquanto apenas duas cidades possuem: Pedreira e Ribeirão Grande. Veja mais sobre os projetos para a população idosa de São Paulo aqui.

E mesmo com importantes avanços como os conquistados pelos paulistanos, ainda são muitos os desafios não só na cidade de São Paulo, mas em todo o Estado, para que o envelhecimento e a longevidade estejam no centro dos debates. Como costuma dizer a presidente do Conselho Estadual do Idoso, Vera Luzia do Nascimento-Fritz, para pensar no idoso é preciso também olhar para as crianças. O analfabetismo que atinge os mais velhos, por exemplo, se perpetua com a precariedade do ensino desde a infância.

É preciso não só melhorar as políticas para todas as idades, como também trazer o tema do envelhecimento para a escola, como já prevê o artigo 22 do Estatuto do Idoso: “nos currículos mínimos de diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do idoso, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria”.