Audima trabalha a inclusão com tecnologia que transforma texto em áudio

Mais do que assistir, é preciso incluir e esta é a proposta de uma startup brasileira. No portal da Virada da Maturidade e em outros sites, a tecnologia permite ouvir os textos publicados

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Com o texto disponível em áudio, a inclusão proposta pela Audima beneficia não apenas pessoas com deficiência visual. Analfabetos e semianalfabetos, por exemplo, têm acesso à informação e se tornam audiência dos veículos de comunicação. Também usufruem da ferramenta as pessoas com presbiopia, conhecida como vista cansada, comum principalmente para quem passou dos 40 anos e que se agrava com o envelhecimento.

Para a fundadora da startup, Paula Pedroza, um dos papéis da tecnologia na sociedade é democratizar e incluir para minimizar as desigualdades. “As pessoas associam imediatamente esta tecnologia de áudio com a questão dos deficientes visuais e a gente tem que informar todas as outras possibilidades do áudio. A comunicação pode ampliar seu potencial quando não é feita só pela escrita”, explica Paula.

A informação é um desafio principalmente neste momento de pandemia de Covid-19 e, por isso, desde março de 2020, a Audima disponibilizou a tecnologia gratuitamente para notícias dentro de jornais que falam sobre coronavírus e também para sites que se comunicam com comunidades carentes.

Entre os grupos mais afetados neste período, como destaca Paula, são os idosos. “O idoso está em casa, poderia se informar de uma forma mais eficiente, mas muitos têm dificuldade e simplesmente ficam de fora”. Ela cita ainda o exemplo de um trabalho realizado em uma comunidade na Bahia com um grande número de analfabetos que ficaram maravilhados com as possibilidades que a tecnologia traz.

O impacto do acesso à notícia por meio do texto em áudio pode inclusive mudar a forma como as pessoas avaliam o distanciamento social na pandemia, ela exemplifica. “Nosso sonho é que todos os sites um dia possam ser ouvidos e as pessoas se sintam incluídas, que possam acessar porque sabem que tem o áudio. Imagina qual o impacto que isso não vai ter no empoderamento dessas pessoas? O que muda quando elas puderem acessar facilmente a informação?”.

Startup de impacto social

Antes de empreender, Paula já havia se envolvido com projetos sociais e foi voluntária em uma ONG em NY, onde atuava como coach de carreira e ajudava pessoas carentes a empreender. Porém, ela sempre pensou em criar algo para impactar a sociedade.

A Audima surgiu a partir da dificuldade que ela própria tinha de ler em telas. A startup passou por uma aceleração no Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde a empreendedora aprendeu mais sobre tecnologia e com o universo das startups.

O resultado é mensurado: “A ferramenta tem milhões de usuários mensais, isso mostra que realmente existe uma demanda”.

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