Quer falar sobre envelhecimento? Veja o que evitar

0
281
Os 10 mandamentos para falar do envelhecimento
Foto: Freepik

Criado para auxiliar profissionais da mídia, o Guia para Jornalistas na Cobertura do Envelhecimento também pode ajudar qualquer pessoa a falar sobre o envelhecer e a pessoa idosa sem preconceitos e estereótipos.

O material foi elaborado pela Dínamo Editora com apoio da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

Confira os dez mandamentos para abordar o envelhecimento de forma correta e equilibrada:

1. Não usarás o diminutivo “velhinho” e outros diminutivos infantilizam a velhice. Idosos não são crianças.

2. Esquece qualquer analogia com o universo infantil. Centro Dia não é creche para idosos. O conceito é completamente diferente.

3. Não divulgarás estudos milagrosos. Toda semana há estudos com as mais diversas procedências sobre novos medicamentos milagrosos para a cura do Alzheimer ou, pior, para a “cura” do envelhecimento. Fique atento à fonte e verifique, antes de publicar qualquer estudo, se ele vem de publicações científicas de renome e reconhecimento científico.

4. Não dirás “melhor idade” ou “idade do ouro”. Terceira idade é uma maneira de classificar os anos vividos na velhice. Não significa, no entanto, que sejam os melhores.

5. Não associarás velhice com decrepitude ou degradação. Embora muitos médicos expliquem o conceito de envelhecimento usando o termo degradação, é uma linguagem pejorativa quando tirada do meio científico. Inegável é que os organismos vivos passam por transformações e mudanças com o envelhecimento. O termo “velho” também pode ser associado a algo gasto, por isso alguns idosos se sentem ofendidos com ele.

6. Deixarás no passado termos como “asilo” e “doenças da idade”. A palavra “asilo” ficou associada a locais que abrigavam idosos abandonados. O conceito de instituição de longa permanência, que são residências para idosos que não podem mais continuar em suas próprias casas ou com suas famílias, é totalmente diferente. Também não existem doenças da idade, ainda que, quanto mais a população envelhece, mais sujeita está ao surgimento de doenças, em especial se não houver políticas de prevenção na saúde.

7. Lembra-te de que idosos também são fonte. Com uma representação de quase 10% no país e com uma perspectiva de que se tornem mais de 25% da população em quarenta anos, os idosos são um grupo populacional que deve ser ouvido – e não apenas em reportagens sobre doenças.

8. Lembra-te sempre de que uma pessoa não muda sua personalidade só porque envelheceu. As velhices são diversas, porque as pessoas são diversas. As características de uma pessoa não mudam por causa do envelhecimento, portanto é preciso lembrar que, assim como o adulto, o idoso é um ser plural. É comum que o idoso seja retratado como o estereótipo do avô ou alguém sempre frágil – essas imagens não representam a totalidade dessa população.

9. Não associes velhice à morte. A expectativa de vida tem crescido no mundo, e aumentam os idosos longevos, mesmo os centenários.

10. Coloca-te no lugar do idoso ao escrever sobre ele. Isso não é fantasia. Quanto falta para você completar 60? Você vai chegar lá!

Não precisa mais ter dúvida, esse Guia é uma grande fonte também!