Sesc-SP lança segunda edição da pesquisa Idosos no Brasil

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O Sesc São Paulo está lançando a segunda edição da Pesquisa Idosos no Brasil: Vivências, Desafios e Expectativas na Terceira Idade, realizada em parceria com a Fundação Perseu Abramo. A iniciativa é pioneira e tem a intenção de investigar o imaginário social brasileiro sobre a velhice, além de buscar subsidiar o debate em torno de políticas públicas – ou sua ausência – voltada para os idosos.

Os estudos comparam respostas de velhos e jovens sobre o ser idoso e aborda temáticas como uso de internet, autoimagem, moradia, relações familiares e laços afetivos, preocupação com a morte, entre outros temas. Os dados também servem de inspiração para o Sesc pautar suas ações programáticas com base em conhecimentos efetivos da realidade. Além disso, os resultados da pesquisa também serão divulgados para pesquisadores, profissionais de áreas correlatas e demais interessados na temática do envelhecimento.

A segunda edição da Pesquisa Idosos no Brasil foi realizada entre janeiro e março de 2020 e oferece um novo olhar acerca das questões também levantadas em sua primeira edição, lançada em 2006. Sobre a noção do que é internet, por exemplo, houve um aumento de 18% no número de idosos que afirmam saber o que é a internet (81% em 2020 contra 63% em 2006). Já 23% afirmam “usar sempre” a rede, contra 19% que dizem “não saber o que é” – dados ainda referentes à pesquisa de 2020.

Pandemia

O início da pandemia do novo coronavírus trouxe também um aumento perceptível do que é chamado de preconceito etário. Notou-se que a opinião pública passou a condenar os idosos que estivessem nas ruas usando piadas grosseiras a respeito do grupo de risco da doença. Apesar desse movimento, o levantamento mostrou que 17% dos entrevistados vivem sozinhos e apenas 33% dividem a casa com outra pessoa – que, em sua maioria, também é idosa.

Nesse cenário, a solidão causada pelo isolamento social castiga com ainda mais força os idosos que já vivem em certo afastamento. Sair de casa, para este grupo de pessoas, se torna uma válvula de escape e, em certos casos, essencial para a sobrevivência.

Esporte, lazer e renda

A caminhada segue como campeã no ranking de atividades físicas citadas, com 46% de aderência dos idosos. Em segundo lugar fica a bicicleta, seguida da prática de alongamento. Os percentuais de cada atividade teve pequenas alterações entre o primeiro estudo, de 2006, e o atual, mas um esporte que ganhou força entre os entrevistados foi o pilates (2%), citado pela primeira vez na pesquisa de 2020.

Já entre as atividades de lazer, as três mais citadas são: assistir à televisão, ouvir rádio e caminhar. Apesar disso, quando questionados sobre quais as atividades seriam as mais desejadas, viajar e passear aparecem em primeiro lugar. O motivo da diferenciação? A falta de dinheiro para realizar as duas últimas as tornam opções descartáveis.

Essa mesma dificuldade financeira aparece com ainda mais força quando observamos as perguntas sobre faixa de renda: enquanto em 2006 por volta de 43% dos idosos tinham renda mensal de até dois salários mínimos, em 2020 esse número aumentou 2%, chegando em 45%. Ao mesmo tempo, aqueles com renda entre 2 e 5 salários mínimos caiu de 30% para 24% em 2020. Já os que que recebiam mais de 5 salários mínimos caiu de 11% (2006) para 7% (2020).

Na íntegra

Alguns dados da Pesquisa Idosos no Brasil: Vivências, Desafios e Expectativas na Terceira Idade foram divulgados pelo Sesc São Paulo e pela Fundação Perseu Abramo no canal da fundação, no YouTube, no programa Observatório da Crise. Os dados estão disponíveis na íntegra nos sites das suas instituições.